Feministas italianas: em defesa das cuidadoras

“O recente decreto ‘Cura Italia’ (Cura para a Itália), emitido pelo governo italiano, não ‘cuida’ das trabalhadoras domésticas, das cuidadoras de idosos em domicílio e das babás.”

Esta é a primeira frase de uma petição que está circulando pela revista feminista Ingenere, publicada aqui em inglês (e tomei emprestada a bela imagem das mãos cruzadas de uma mulher). Eles estão convidando signatários.

Na Itália, muitos idosos dependem de cuidadoras migrantes para assistência, que frequentemente trabalham “na informalidade”. Essas cuidadoras carecem de proteções formais e, muitas vezes, de um lar próprio. Muitas das questões políticas específicas levantadas pela Ingenere são relevantes para outros países, incluindo os EUA.

Elas também apontam para o desafio maior de desenvolver uma “democracia do cuidado”: “A pandemia está nos forçando a redescobrir (ou descobrir pela primeira vez) a importância de um sistema de saúde sólido, público e universal, uma vez que não cuidar de alguns indivíduos pode, posteriormente, transformar-se em falta de cuidado para toda a comunidade.”

Falantes de italiano podem precisar corrigir minha interpretação, mas como a palavra “genere” significa “gênero”, eu diria que Ingenere se traduz como “engendrado”. É tão interessante que a palavra para cuidado em italiano seja “cura”. Sim, uma parte necessária da cura.

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