{"id":6198,"date":"2025-06-17T00:25:43","date_gmt":"2025-06-17T00:25:43","guid":{"rendered":"https:\/\/revcaredev.wpenginepowered.com\/e-amor-e-trabalho-nao-remunerado-variacoes-sobre-uma-profissao-emergente-na-economia-popular-do-cuidado\/"},"modified":"2026-09-11T13:02:17","modified_gmt":"2026-09-11T13:02:17","slug":"e-amor-e-trabalho-nao-remunerado-variacoes-sobre-uma-profissao-emergente-na-economia-popular-do-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/e-amor-e-trabalho-nao-remunerado-variacoes-sobre-uma-profissao-emergente-na-economia-popular-do-cuidado\/","title":{"rendered":"\u00c9 Amor e Trabalho N\u00e3o Remunerado? Varia\u00e7\u00f5es sobre uma Profiss\u00e3o Emergente na Economia Popular do Cuidado"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Historicamente associado \u00e0 esfera privada e a no\u00e7\u00f5es de \u201camor\u201d ou \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d, o trabalho de cuidado \u00e9 fundamental para a sustentabilidade da vida <a href=\"https:\/\/www.upo.es\/revistas\/index.php\/rec\/article\/view\/9333\/7991\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(Perez Orozco, 2006).<\/a> H\u00e1 muito tempo, o feminismo tem contestado essa associa\u00e7\u00e3o com o conhecido slogan: \u201cEles dizem que \u00e9 amor. N\u00f3s dizemos que \u00e9 trabalho n\u00e3o remunerado\u201d <a href=\"https:\/\/traficantes.net\/sites\/default\/files\/pdfs\/Revolucion%20en%20punto%20cero-TdS.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">(Federici, 2013)<\/a>, com o objetivo de tornar vis\u00edvel, desnaturalizar e afirmar a dimens\u00e3o laboral do cuidado, tipicamente realizado por mulheres sem remunera\u00e7\u00e3o. No entanto, em alguns bairros pobres de Buenos Aires, surge uma nuance em algumas vozes que se identificam como populares: \u201c\u00e9 amor e \u00e9 trabalho n\u00e3o remunerado\u201d. Essa frase, que surgiu de conversas com cuidadoras comunit\u00e1rias, sintetiza uma tens\u00e3o explorada nesta pesquisa: como as dimens\u00f5es afetivas e relacionais do cuidado coexistem com seu reconhecimento como trabalho remunerado e com a demanda de que seu valor seja reconhecido?  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este estudo aprofunda as experi\u00eancias de cuidadoras comunit\u00e1rias de pessoas idosas na \u00c1rea Metropolitana de Buenos Aires entre 2019 e 2023. Essas cuidadoras fazem parte do que, na Argentina, se denomina <em>econom\u00eda popular<\/em> (\u201ceconomia popular\u201d) \u2014 um setor em crescimento que abrange diversas formas de trabalho criadas por trabalhadores exclu\u00eddos do emprego formal assalariado. Isso inclui trabalho n\u00e3o registrado, de base comunit\u00e1ria e, muitas vezes, auto-organizado, que emerge em resposta \u00e0 crise do regime de regula\u00e7\u00e3o fordista. Uma caracter\u00edstica particular do caso argentino \u00e9 que parte desse setor foi organizada politicamente por meio da Union of Workers of the Popular Economy (UTEP), que denuncia e busca reverter a desvaloriza\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica desse trabalho, na busca por direitos vinculados a um modo de produ\u00e7\u00e3o diferente. O ramo sociocomunit\u00e1rio \u2014 incluindo, entre outros, o trabalho de cuidado em cozinhas comunit\u00e1rias, centros de primeira inf\u00e2ncia e cuidado de pessoas idosas \u2014 \u00e9 uma parte significativa dessa economia e depende em grande medida de pol\u00edticas sociais para remunera\u00e7\u00e3o. Embora essencial para a (re)produ\u00e7\u00e3o social, \u00e9 altamente feminizado e caracterizado por condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e remunera\u00e7\u00e3o baixa ou inexistente.     <\/p>\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Profissionaliza\u00e7\u00e3o: um processo de valoriza\u00e7\u00e3o social em tens\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em resposta \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do cuidado \u2014 frequentemente retratado como um \u201cdom natural feminino\u201d \u2014 organiza\u00e7\u00f5es da economia popular, como a UTEP, juntamente com determinados \u00f3rg\u00e3os do Estado, t\u00eam promovido a profissionaliza\u00e7\u00e3o do cuidado como estrat\u00e9gia para alcan\u00e7ar o reconhecimento jur\u00eddico e econ\u00f4mico dessa atividade por meio da certifica\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias. Como costuma ocorrer, isso envolve identificar e codificar conhecimentos, delimitar tarefas e estabilizar padr\u00f5es em busca de uma valida\u00e7\u00e3o legitimadora. Nesse contexto, busca-se ressignificar conhecimentos enraizados no ativismo territorial e no cuidado familiar n\u00e3o remunerado como compet\u00eancias profissionais, distanciadas de suas origens dom\u00e9sticas e comunit\u00e1rias.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a pesquisa mostra que as cuidadoras negociam constantemente as fronteiras de sua atividade, situada entre as esferas dom\u00e9stica, comunit\u00e1ria e de mercado. Embora afirmem a necessidade de serem remuneradas por seu trabalho, elas tamb\u00e9m acreditam que um cuidado de qualidade envolve um componente afetivo-relacional significativo, frequentemente descrito como \u201camor\u201d ou \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d. Diferentemente de per\u00edodos e experi\u00eancias anteriores (<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/287590873_Cuidadoras_del_ambito_comunitario_entre_las_expectativas_de_profesionalizacion_y_el_'altruismo'\">Zibecchi, 2014a<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.jstor.org\/stable\/24368105\">2014b<\/a>; <a href=\"https:\/\/antropofagia.com.ar\/tienda\/la-politica-en-femenino\/\">Masson, 2004<\/a>), durante o per\u00edodo da pesquisa as cuidadoras imbu\u00edram seu trabalho de valores pol\u00edticos e pr\u00e1ticos, ao mesmo tempo em que exigiam remunera\u00e7\u00e3o. Em termos simples, as cuidadoras n\u00e3o afirmam agir por amor, mas sim trabalhar com amor.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, as cuidadoras combinam, n\u00e3o sem contradi\u00e7\u00f5es, a categoria nativa de <em>cold work<\/em> ou <em>work and nothing more<\/em> \u2014 uma refer\u00eancia \u00e0s compet\u00eancias t\u00e9cnicas vinculadas a uma l\u00f3gica instrumental e heter\u00f4noma de engajamento \u2014 com a categoria de <em>commitment<\/em>, que faz a ponte entre sentidos do ativismo popular e os do trabalho de cuidado como modo de a\u00e7\u00e3o. Essa combina\u00e7\u00e3o de categorias \u00e9 amb\u00edgua, pois tanto implica um \u201cvalor a mais afetivo\u201d, amplamente expresso como um \u201cdom de tempo\u201d, quanto o uso de \u201cconhecimento experiencial territorial\u201d. Em conjunto, esses elementos funcionam como marcas distintivas, valorizadas entre pares e, em contraste, em rela\u00e7\u00e3o a outras profiss\u00f5es vinculadas ao cuidado comunit\u00e1rio.  <\/p>\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Regimes de confian\u00e7a e as coordenadas sociopol\u00edticas da profissionaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o, ligado \u00e0 acredita\u00e7\u00e3o de conhecimentos, produziu certos atritos na situa\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 apresentado como um mecanismo de incorpora\u00e7\u00e3o de conhecimentos e saber-fazer em um regime de confian\u00e7a institucionalizado e objetivado. No entanto, em profiss\u00f5es h\u00e1 muito desvalorizadas e submetidas a constante escrut\u00ednio p\u00fablico, algumas cuidadoras comunit\u00e1rias de pessoas idosas frequentemente viam a avalia\u00e7\u00e3o como uma desqualifica\u00e7\u00e3o de sua atividade cotidiana e de seu conhecimento experiencial. Propomos ler essa percep\u00e7\u00e3o de desqualifica\u00e7\u00e3o como uma tens\u00e3o entre um regime institucional de confian\u00e7a, baseado na certifica\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, e um regime interpessoal, baseado na credibilidade das pr\u00e1ticas de trabalho e ancorado em conhecimentos locais e comunit\u00e1rios. Por se sentirem desvalorizadas, algumas cuidadoras reafirmaram o valor de seu trabalho e de seus conhecimentos, o que esta pesquisa interpreta como uma disputa pol\u00edtica voltada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o social de seu trabalho. Essa tens\u00e3o evidencia a necessidade de incorporar coordenadas hist\u00f3ricas e sociopol\u00edticas em qualquer compreens\u00e3o situada dos processos de profissionaliza\u00e7\u00e3o.     <\/p>\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Uma Profiss\u00e3o Emergente<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do ponto de vista te\u00f3rico, esta pesquisa dialoga com a sociologia do trabalho e das profiss\u00f5es, propondo ver essas ocupa\u00e7\u00f5es de base comunit\u00e1ria como \u201cprofiss\u00f5es emergentes\u201d. Ou seja, seus contornos permanecem indefinidos, sem um acordo coletivo de trabalho espec\u00edfico que as enquadre e sem uma legitimidade est\u00e1vel e socialmente reconhecida. Esta pesquisa tamb\u00e9m se apoia nos estudos do cuidado e na economia feminista, particularmente naqueles que ampliam a no\u00e7\u00e3o de trabalho e valor para al\u00e9m da racionalidade econ\u00f4mica ortodoxa, desafiando oposi\u00e7\u00f5es bin\u00e1rias como \u201camor\u201d vs. \u201cdinheiro\u201d no trabalho de cuidado. Nessa perspectiva, o caso da \u201ceconomia popular do cuidado\u201d na Argentina, com sua genealogia espec\u00edfica na organiza\u00e7\u00e3o social e seu entrela\u00e7amento com o Estado, oferece um contexto singular para analisar essas din\u00e2micas.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em conclus\u00e3o, o trabalho de cuidado comunit\u00e1rio na economia popular, tal como refletido nas experi\u00eancias de cuidado de pessoas idosas, \u00e9 uma atividade complexa, com fronteiras m\u00f3veis entre os \u00e2mbitos moral, pol\u00edtico e econ\u00f4mico. As protagonistas desta pesquisa articulam uma pol\u00edtica do conhecimento ambivalente: a busca por reconhecimento e inclus\u00e3o no sistema leg\u00edtimo das profiss\u00f5es coexiste com um esfor\u00e7o de se distinguir desse pr\u00f3prio sistema, destacando o \u201calgo a mais\u201d que trazem em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que tamb\u00e9m realizam trabalho de cuidado em outros campos ou contextos profissionais. Apesar dos esfor\u00e7os de profissionaliza\u00e7\u00e3o, o alinhamento entre o valor econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social desse trabalho permanece inst\u00e1vel. A frase \u201c\u00e9 amor e \u00e9 trabalho n\u00e3o remunerado\u201d continua a expressar a demanda por reconhecimento e remunera\u00e7\u00e3o por meio da mobiliza\u00e7\u00e3o do afeto e do <em>commitment<\/em>, constituindo uma complexa \u201ceconomia moral do cuidado comunit\u00e1rio\u201d. Esta pesquisa evidencia como, \u201cde baixo\u201d, as protagonistas desse trabalho historicamente desvalorizado desenvolvem estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas para afirmar seu valor, mesmo sem reconhecimento sist\u00eamico completo.    <\/p>\n\n<div style=\"height:30px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foto de Mustak Jaman: <a href=\"https:\/\/nam11.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.pexels.com%2Fphoto%2Felderly-person-wearing-rings-12982208%2F&amp;data=05%7C02%7Ctania.rispoli%40duke.edu%7C6effe8eaa424402e364608dd93af8cbb%7Ccb72c54e4a314d9eb14a1ea36dfac94c%7C0%7C0%7C638829104713346099%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=djxE9XTTgndJ81LySsLIjrrEuMElkfEi5RkDmZe0iCU%3D&amp;reserved=0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.pexels.com\/photo\/elderly-person-wearing-rings-12982208\/<\/a>. <em>Este trabalho est\u00e1 licenciado sob uma <a href=\"http:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-nc-nd\/4.0\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Licen\u00e7a Internacional Creative Commons Atribui\u00e7\u00e3o-N\u00e3oComercial-SemDeriva\u00e7\u00f5es 4.0<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia popular do cuidado na Argentina reabre quest\u00f5es sobre conhecimento e trabalho \u201cde baixo\u201d, bem como sobre sua valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social em processos de profissionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_relevanssi_hide_post":"","_relevanssi_hide_content":"","_relevanssi_pin_for_all":"","_relevanssi_pin_keywords":"","_relevanssi_unpin_keywords":"","_relevanssi_related_keywords":"","_relevanssi_related_include_ids":"","_relevanssi_related_exclude_ids":"","_relevanssi_related_no_append":"","_relevanssi_related_not_related":"","_relevanssi_related_posts":"","_relevanssi_noindex_reason":"","_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[395],"tags":[341,357,339],"authors":[601],"class_list":["post-6198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-de-documentos-de-trabalho","tag-cuidado-social","tag-praticas-sociais","tag-trabalho","authors-anais-roig"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4.png",1024,576,false],"thumbnail":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-300x169.png",300,169,true],"medium_large":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-768x432.png",768,432,true],"large":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4.png",1024,576,false],"1536x1536":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4.png",1024,576,false],"2048x2048":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4.png",1024,576,false],"featured-card":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-900x450.png",900,450,true],"card":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-500x280.png",500,280,true],"profile":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Untitled-design-4-160x160.png",160,160,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"rcge-admin","author_link":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/author\/rcge-admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A economia popular do cuidado na Argentina reabre quest\u00f5es sobre conhecimento e trabalho \u201cde baixo\u201d, bem como sobre sua valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social em processos de profissionaliza\u00e7\u00e3o.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6198"},{"taxonomy":"authors","embeddable":true,"href":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/authors?post=6198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}