{"id":5398,"date":"2024-07-24T08:48:25","date_gmt":"2024-07-24T08:48:25","guid":{"rendered":"https:\/\/revcaredev.wpenginepowered.com\/praticas-de-cuidado-comunitario-em-um-coletivo-de-mulheres-na-cidade-do-mexico-durante-a-pandemia\/"},"modified":"2026-09-10T19:56:36","modified_gmt":"2026-09-10T19:56:36","slug":"praticas-de-cuidado-comunitario-em-um-coletivo-de-mulheres-na-cidade-do-mexico-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/praticas-de-cuidado-comunitario-em-um-coletivo-de-mulheres-na-cidade-do-mexico-durante-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1ticas de cuidado comunit\u00e1rio em um coletivo de mulheres na Cidade do M\u00e9xico durante a pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste texto, compartilho reflex\u00f5es sobre como, durante a pandemia, um <em>Colectivo de mujeres feministas que cuidan<\/em> (CMFC) realizou pr\u00e1ticas de cuidado alimentar, entregando cestas de alimentos e refei\u00e7\u00f5es a mulheres e suas fam\u00edlias, e proporcionando apoio emocional entre si. Analisar grupos autogeridos como este Coletivo ressoa com a proposta de Vega e Mart\u00ednez (2017)<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\">[2]<\/a> de abordar o cuidado comunit\u00e1rio a partir de sua heterogeneidade, compreendendo que existem diversas modalidades e formas pelas quais a vida cotidiana \u00e9 sustentada por meio de redes, v\u00ednculos e espa\u00e7os que transcendem a fam\u00edlia nuclear, o Estado e o mercado. Os atores dessas atividades s\u00e3o sujeitos coletivos.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mapear iniciativas cidad\u00e3s para enfrentar a pandemia na Cidade do M\u00e9xico em 2020, aproximei-me do trabalho do CMFC. Este Coletivo, composto por sete mulheres com idades entre 30 e 40 anos, com ensino superior e pertencentes a estratos econ\u00f4micos baixos e m\u00e9dios, iniciou suas a\u00e7\u00f5es antes da pandemia. Elas se conheceram em uma feira feminista nas redes sociais e na marcha do Dia da Mulher em mar\u00e7o de 2018.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interessa-me destacar n\u00e3o apenas o cuidado cont\u00ednuo proporcionado pelo Coletivo a partir do espa\u00e7o comunit\u00e1rio, mas tamb\u00e9m explorar as condi\u00e7\u00f5es que o tornaram poss\u00edvel. Nesse sentido, um elemento-chave foi a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos materiais e simb\u00f3licos, arrecadando dinheiro e doa\u00e7\u00f5es por meio de redes sociais (Facebook e Instagram) e conectando-se com uma ampla rede de mulheres e organiza\u00e7\u00f5es civis. A ativa\u00e7\u00e3o de mulheres que forneciam apoio econ\u00f4mico e demonstravam solidariedade tamb\u00e9m revelou uma distribui\u00e7\u00e3o desigual de recursos e estratifica\u00e7\u00e3o do cuidado neste espa\u00e7o comunit\u00e1rio, com algumas dedicando mais tempo e esfor\u00e7o f\u00edsico para as entregas, enquanto outras contribu\u00edam economicamente por meio de transa\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias online.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a flexibilidade no tempo e o tipo de rela\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho, onde a informalidade desempenha um papel central nos casos analisados, criam condi\u00e7\u00f5es para m\u00faltiplas jornadas de trabalho de cuidado n\u00e3o remunerado realizadas por mulheres, simultaneamente nos \u00e2mbitos comunit\u00e1rio e familiar. O tempo aqui abriga uma contradi\u00e7\u00e3o: \u00e9 um recurso que facilita a participa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o comunit\u00e1rio e, ao mesmo tempo, contribui para a manuten\u00e7\u00e3o das desigualdades de g\u00eanero. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cuidado proporcionado pelo CMFC foi itinerante, abrangendo diferentes \u00e1reas da cidade, um cuidado em movimento. Por exemplo, uma mulher que trabalhava como entregadora tamb\u00e9m entregava cestas de alimentos para o Coletivo. As pr\u00e1ticas de cuidado foram tamb\u00e9m multissituadas, ocorrendo em diferentes locais (casas, esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4) e online por meio de videochamadas. O cuidado proporcionado pelo Coletivo ilustra uma l\u00f3gica de sobreposi\u00e7\u00e3o de tipos de cuidado e espa\u00e7os onde o cuidado \u00e9 prestado, abrangendo tanto o cuidado emocional quanto o alimentar, e mostrando a permeabilidade dos espa\u00e7os de cuidado que se estendem do espa\u00e7o comunit\u00e1rio ao lar.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres do Coletivo compartilhavam uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica, agravada pela pandemia. Elas experimentavam raiva em rela\u00e7\u00e3o ao Estado devido \u00e0s defici\u00eancias nas pol\u00edticas sociais de cuidado, o que, combinado com a confian\u00e7a entre elas, facilitava as tarefas de cuidado em tempos de crise. Isso mostrou como as lacunas de prote\u00e7\u00e3o social e as emo\u00e7\u00f5es delas derivadas desencadearam processos dentro do Coletivo para proporcionar cuidado.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o caso do CMFC confirme que o cuidado comunit\u00e1rio urbano reproduz a ordem de g\u00eanero tradicional, onde as mulheres s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo cuidado com cargas de trabalho intensas, dentro do grupo havia reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do autocuidado. Essas reflex\u00f5es \u00e0s vezes levavam a pr\u00e1ticas de autocuidado, como encontrar tempo de lazer, cuidar de sua alimenta\u00e7\u00e3o e tomar seus medicamentos. Em outras palavras, as mulheres do Coletivo tentavam posicionar-se como sujeitas de cuidado e n\u00e3o apenas como provedoras dele, al\u00e9m de explorar uma maternidade p\u00fablica que politiza o cuidado.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso do CMFC reflete uma din\u00e2mica de g\u00eanero feminizada no ambiente comunit\u00e1rio urbano, seguindo uma l\u00f3gica expansiva de presta\u00e7\u00e3o de cuidado que gera bem-estar e sustenta a vida, mas enraizada em uma estrutura desigual. Continuar explorando o cuidado comunit\u00e1rio urbano durante e al\u00e9m da pandemia, como sugere Gago (2018)<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, pode ajudar-nos a compreender as formas de explora\u00e7\u00e3o dos corpos feminizados na sociedade capitalista e, ao mesmo tempo, explorar como a reprodu\u00e7\u00e3o da vida coletiva \u00e9 organizada a partir de l\u00f3gicas n\u00e3o extrativistas. <\/p>\n\n<div style=\"height:80px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>[Vers\u00e3o em espanhol]<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pr\u00e1cticas de cuidados comunitarios en un colectivo de mujeres en la Ciudad de<\/strong> <strong>M\u00e9xico durante la pandemia<\/strong><\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Compreender as formas pelas quais o cuidado \u00e9 praticado em cidades como a Cidade do M\u00e9xico, onde desigualdades sociais, econ\u00f4micas e de g\u00eanero est\u00e3o entrela\u00e7adas, \u00e9 um dos meus interesses de pesquisa. Com essas inquieta\u00e7\u00f5es em mente, aproximei-me do estudo dos cuidados comunit\u00e1rios urbanos. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste texto, compartilho reflex\u00f5es sobre como, durante a pandemia, um Coletivo de Mulheres Feministas que Criam (CMFC) realizou pr\u00e1ticas de cuidados alimentares, entregando cestas b\u00e1sicas e refei\u00e7\u00f5es a mulheres e suas fam\u00edlias, bem como cuidados emocionais entre elas. Analisar grupos autogestivos como este Coletivo ressoa com a proposta de Vega e Mart\u00ednez (2017)<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\">[4]<\/a> de abordar o cuidado comunit\u00e1rio a partir de sua heterogeneidade, compreendendo que existem diversas modalidades e formas pelas quais a vida cotidiana \u00e9 sustentada por meio de redes, v\u00ednculos e espa\u00e7os que transcendem a fam\u00edlia nuclear, o Estado e o mercado. Os atores dessas atividades s\u00e3o sujeitos coletivos.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da realiza\u00e7\u00e3o de um mapeamento de iniciativas cidad\u00e3s para enfrentar a pandemia na Cidade do M\u00e9xico em 2020, aproximei-me do trabalho do CMFC. Este Coletivo, formado por sete mulheres com idades entre 30 e 40 anos, com ensino superior e pertencentes a estratos econ\u00f4micos baixos e m\u00e9dios, iniciou suas a\u00e7\u00f5es antes da pandemia. Elas se conheceram em uma feira feminista nas redes sociais e na marcha do dia da mulher em 8 de mar\u00e7o de 2018.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Interessa-me visibilizar n\u00e3o s\u00f3 os constantes cuidados proporcionados pelo Coletivo a partir do espa\u00e7o comunit\u00e1rio, mas tamb\u00e9m explorar as condi\u00e7\u00f5es que o tornaram poss\u00edvel. Nesse sentido, um elemento-chave foi a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos materiais e simb\u00f3licos que realizaram, arrecadando dinheiro e doa\u00e7\u00f5es por meio de redes sociais (Facebook e Instagram) e conectando-se com uma ampla rede de mulheres e organiza\u00e7\u00f5es civis. A ativa\u00e7\u00e3o de mulheres que forneciam apoio econ\u00f4mico e demonstravam solidariedade tamb\u00e9m revelou uma distribui\u00e7\u00e3o desigual de recursos e de estratifica\u00e7\u00e3o de cuidados neste espa\u00e7o comunit\u00e1rio, com algumas dedicando mais tempo e esfor\u00e7o f\u00edsico para as entregas, enquanto outras contribu\u00edam economicamente por meio de transa\u00e7\u00f5es monet\u00e1rias online.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, a flexibilidade no tempo e o tipo de rela\u00e7\u00e3o com o mercado de trabalho, onde a informalidade tem centralidade nos casos analisados, estabelece condi\u00e7\u00f5es para que se d\u00ea uma multiplicidade de jornadas de trabalho de cuidados n\u00e3o remunerados realizadas por mulheres, em simultaneidade entre o \u00e2mbito comunit\u00e1rio e o familiar. O tempo aqui abriga uma contradi\u00e7\u00e3o: \u00e9 um recurso que favorece a participa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o comunit\u00e1rio e, ao mesmo tempo, contribui para que se mantenham as desigualdades de g\u00eanero. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cuidado do CMFC foi itinerante, abrangendo distintas zonas da cidade, um cuidado em movimento. Por exemplo, uma mulher que era entregadora por seu trabalho, ao mesmo tempo, fazia a entrega das cestas b\u00e1sicas do Coletivo. As pr\u00e1ticas de cuidado foram tamb\u00e9m multissituadas, realizando-se em diferentes lugares (casas, esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4) e online por meio de videochamadas. O cuidado que realizou o Coletivo mostra uma l\u00f3gica de sobreposi\u00e7\u00f5es de tipos de cuidados e espa\u00e7os onde se cuida, abrangendo tanto cuidados emocionais quanto alimentares, e mostrando a porosidade dos espa\u00e7os de cuidado que se estendiam do espa\u00e7o comunit\u00e1rio at\u00e9 o lar.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres do coletivo compartilhavam uma situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade econ\u00f4mica, agravada pela pandemia. Experimentavam raiva em rela\u00e7\u00e3o ao Estado pelas defici\u00eancias das pol\u00edticas sociais de cuidado, o que, combinado com a confian\u00e7a entre elas, facilitava as tarefas de cuidado em tempos de crise. Isso mostrou a maneira pela qual a desprote\u00e7\u00e3o social e as emo\u00e7\u00f5es que dela derivam desencadearam processos no Coletivo para proporcionar cuidados.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o caso do CMFC confirme que o cuidado comunit\u00e1rio urbano reproduz a ordem de g\u00eanero tradicional, onde as mulheres s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo cuidado com cargas de trabalho intensas, dentro do grupo surgiam reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do autocuidado. Essas reflex\u00f5es \u00e0s vezes levavam a pr\u00e1ticas de cuidado pr\u00f3prio, como buscar tempo de lazer, cuidar de sua alimenta\u00e7\u00e3o e tomar seus medicamentos. Ou seja, as mulheres do Coletivo tentavam posicionar-se como sujeitas de cuidado e n\u00e3o s\u00f3 como provedoras dele; al\u00e9m de explorar uma maternidade p\u00fablica que politiza os cuidados.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso do CMFC reflete uma din\u00e2mica de g\u00eanero feminizada no ambiente comunit\u00e1rio urbano, seguindo uma l\u00f3gica expansiva de presta\u00e7\u00e3o de cuidados que gera bem-estar e sustenta a vida, mas enraizada em uma estrutura desigual. Continuar explorando os cuidados comunit\u00e1rios urbanos na pandemia e al\u00e9m desse per\u00edodo, retomando Gago (2018)<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, pode ajudar-nos a compreender as formas de explora\u00e7\u00e3o dos corpos feminizados na sociedade capitalista e, ao mesmo tempo, explorar como se organiza a reprodu\u00e7\u00e3o da vida coletiva a partir de outras l\u00f3gicas n\u00e3o necessariamente extrativistas. <\/p>\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eva Villanueva<\/strong> <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\">[1]<\/a> Contato: <a href=\"mailto:evamarpurpura@gmail.com\">evamarpurpura@gmail.com<\/a> Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico. Esta reflex\u00e3o deriva de minha tese de doutorado: <em>El barrio cuida al barrio. Practices and circuits of care at the community level during the COVID-19 pandemic in Mexico City<\/em>. <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\">[2]<\/a> Vega-Sol\u00eds, C. y Mart\u00ednez-Buj\u00e1n, R. (2017). Explorando el lugar de lo comunitario en los estudios de g\u00e9nero sobre sostenibilidad, reproducci\u00f3n y cuidados. Quaderns-e de l&#8217;Institut Catal\u00e0 d&#8217;Antropologia, (22 (2)), 65-81.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\">[3]<\/a> Gago, V. (2018). Neo-comunidad: circuitos clandestinos, explotaci\u00f3n y resistencias. En, Vega, Mart\u00ednez y Paredes (eds), Cuidado, comunidad y com\u00fan. Traficante de sue\u00f1os.   <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\">[4]<\/a> Vega-Sol\u00eds, C. y Mart\u00ednez-Buj\u00e1n, R. (2017). Explorando el lugar de lo comunitario en los estudios de g\u00e9nero sobre sostenibilidad, reproducci\u00f3n y cuidados. Quaderns-e de l&#8217;Institut Catal\u00e0 d&#8217;Antropologia, (22 (2)), 65-81.  <\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\">[5]<\/a> Gago, V. (2018). Neo-comunidad: circuitos clandestinos, explotaci\u00f3n y resistencias. En, Vega, Mart\u00ednez y Paredes (eds), Cuidado, comunidad y com\u00fan. Traficante de sue\u00f1os.   <\/p>\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Foto da autora. Licenciada sob Creative Commons <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compreender as formas pelas quais o cuidado \u00e9 praticado em cidades como a Cidade do M\u00e9xico, onde desigualdades sociais, econ\u00f4micas e de g\u00eanero est\u00e3o profundamente entrela\u00e7adas, \u00e9 um dos meus interesses de pesquisa. Com essas preocupa\u00e7\u00f5es em mente, aproximei-me do estudo do cuidado comunit\u00e1rio urbano. <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5399,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_relevanssi_hide_post":"","_relevanssi_hide_content":"","_relevanssi_pin_for_all":"","_relevanssi_pin_keywords":"","_relevanssi_unpin_keywords":"","_relevanssi_related_keywords":"","_relevanssi_related_include_ids":"","_relevanssi_related_exclude_ids":"","_relevanssi_related_no_append":"","_relevanssi_related_not_related":"","_relevanssi_related_posts":"","_relevanssi_noindex_reason":"","_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[395],"tags":[341,367,357],"authors":[536],"class_list":["post-5398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog-de-documentos-de-trabalho","tag-cuidado-social","tag-genero","tag-praticas-sociais","authors-eva-villanueva"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1.jpg",1500,860,false],"thumbnail":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-300x172.jpg",300,172,true],"medium_large":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-768x440.jpg",768,440,true],"large":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-1024x587.jpg",1024,587,true],"1536x1536":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1.jpg",1500,860,false],"2048x2048":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1.jpg",1500,860,false],"featured-card":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-900x450.jpg",900,450,true],"card":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-500x280.jpg",500,280,true],"profile":["https:\/\/revaluingcare.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Foto-1-160x160.jpg",160,160,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"rcge-admin","author_link":"https:\/\/revaluingcare.org\/pt-br\/author\/rcge-admin\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Compreender as formas pelas quais o cuidado \u00e9 praticado em cidades como a Cidade do M\u00e9xico, onde desigualdades sociais, econ\u00f4micas e de g\u00eanero est\u00e3o profundamente entrela\u00e7adas, \u00e9 um dos meus interesses de pesquisa. 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