Chamada de Artigos: Lições da América Latina (Todos os Números Inaugurais + Workshops)

Care in Common — nossa nova revista interdisciplinar de acesso aberto — será construída por meio de uma série de quatro workshops inaugurais na Duke University, cada um dedicado a um número temático. Cada número faz parte de nossa série mais ampla, Lições da América Latina, que posiciona a América Latina como líder global na transformação social, política e econômica relacionada ao cuidado. Abriremos chamadas de artigos para cada workshop à medida que se aproximarem. Confira o que planejamos aqui!

Número 1 | Cuidado Contra a Violência: Violência de Gênero, Justiça Reprodutiva e Reprodução Social
Workshop: 22–24 de outubro de 2026 | Duke University | Híbrido
Chamada de artigos: Aberta agora

A última década na América Latina testemunhou uma conjuntura extraordinária: mobilizações massivas contra a violência de gênero ao lado de crises cada vez mais profundas de feminicídio e violência obstétrica; expansões conquistadas a duras penas de direitos reprodutivos ao lado de ataques sustentados a esses direitos; e uma crescente insistência em compreender a violência de gênero como estruturalmente produzida pelas mesmas forças que organizam — e desvalorizam — o cuidado e a reprodução social. Este número questiona como a violência de gênero, a justiça reprodutiva e a reprodução social estão imbricadas — não simplesmente preocupações adjacentes, mas fenômenos que devem ser compreendidos em conjunto. Recebe contribuições acadêmicas, relatos de movimentos sociais e submissões criativas que testemunham vidas moldadas por essa interseção.


Número 2 | Infraestruturas de Cuidado
Workshop: A definir | Duke University | Híbrido
Chamada de artigos: Em breve

O cuidado requer infraestrutura — espaço, tempo, recursos e os arranjos sociais que tornam a provisão sustentada possível. Tomando as pioneiras Manzanas del Cuidado de Bogotá como exemplo central, este número explora as muitas formas que a infraestrutura de cuidado assume: práticas de comunitarização que organizam o cuidado infantil, o cuidado de idosos e a ajuda mútua ao lado da transmissão cultural e da gestão ecológica; experimentos municipais e regionais em provisão de cuidado; abordagens cooperativistas e de economia solidária; e tradições indígenas e camponesas que recusam a separação entre o florescimento humano e o ecológico. Em todos esses registros, o número questiona: Quais condições sociais e materiais tornam o cuidado genuinamente possível — e como estruturar o cuidado poderia transformar o próprio cuidado?


Número 3 | Difusão de Normas: Cuidado como Direito, Ecologia e Lei
Workshop: A definir | Duke University | Híbrido
Chamada de artigos: Em breve

Ao longo da última década, um conjunto notável de mudanças jurídicas se desdobrou nas Américas — desde o reconhecimento do cuidado como direito humano pela Corte Interamericana, até o pioneiro Sistema Nacional Integrado de Cuidados do Uruguai, até inovações constitucionais que reconhecem os direitos da natureza no Equador e além. Este número examina como as normas de cuidado viajam, se transformam e se enraízam: como a legislação modelo é adaptada, diluída ou radicalizada à medida que se move entre organismos internacionais e governos locais; como a teoria jurídica feminista se engaja com o cuidado; e o que significa para a lei reconhecer uma obrigação de cuidar das pessoas, do patrimônio cultural e da terra.


Número 4 | Perspectivas Críticas sobre o Cuidado
Workshop: A definir | Duke University | Híbrido
Chamada de artigos: Em breve

O enquadramento do cuidado não está isento de críticas — e este número leva essas críticas a sério. Desde a suspeita da teoria feminista negra de que o discurso do cuidado tem servido ao capitalismo racial e à vigilância de famílias negras e indígenas, até a preocupação da Teoria da Reprodução Social de que centralizar o cuidado arrisca obscurecer a exploração e a expropriação, até os desafios decoloniais às suposições universalizantes incorporadas em grande parte da ética do cuidado — este número faz perguntas difíceis sobre quem é protegido e quem é exposto pelos enquadramentos de cuidado, e sobre as condições sob as quais o cuidado poderia se tornar um local de libertação em vez de controle.


Todos os números recebem artigos acadêmicos, textos de profissionais e ativistas, e trabalhos criativos em inglês, espanhol e português.

Dúvidas? Entre em contato conosco em revaluingcarelab@duke.edu.

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